A última geração é mais burra que a anterior – A questão sobre a inteligência das gerações é um tema complexo e frequentemente debatido, com nuances que vão além de uma simples comparação de “mais” ou “menos” inteligente. Historicamente, o fenômeno conhecido como Efeito Flynn descreve um aumento constante e significativo nas pontuações de testes de QI ao longo do século XX em muitas partes do mundo. Isso sugeria que cada nova geração era, em média, mais inteligente que a anterior, possivelmente devido a melhorias na educação, nutrição, ambiente e complexidade cognitiva crescente do mundo. No entanto, em anos mais recentes, alguns estudos em certas regiões (especialmente em países ocidentais e nórdicos) têm sugerido uma possível reversão do Efeito Flynn, indicando que as pontuações de QI podem ter estabilizado ou até diminuído ligeiramente em certas subcategorias ou populações.
O livro “A Fábrica de Cretinos Digitais: Esse livro descreve como a digitalização total destrói a educação, a memória e o saber”. Essa obra foi escrita pelo neurocientista e psiquiatra alemão Manfred Spitzer. A principal afirmação e tese central do livro é que o uso excessivo e precoce de tecnologias digitais (smartphones, tablets, computadores, internet, videogames) está causando danos significativos ao desenvolvimento cerebral, à capacidade cognitiva e ao bem-estar psicossocial, especialmente em crianças e jovens. Spitzer argumenta, com base em estudos de neurociência e psicologia, que a digitalização total de nossas vidas e da educação está levando a uma série de prejuízos, que ele sumariza com o termo provocador “demência digital”.
Danos à Memória – A constante dependência de ferramentas digitais para armazenar informações (como pesquisar no Google a cada dúvida) estaria atrofiando a capacidade do cérebro de formar e reter memórias de longo prazo. O cérebro precisa ser exercitado na memorização para funcionar de forma ótima, e a “terceirização” da memória para a tecnologia impede esse exercício.
Prejuízo à Concentração e à Atenção – O bombardeio constante de informações, notificações, a fragmentação do conteúdo e a natureza multitarefa dos dispositivos digitais estariam diminuindo drasticamente a capacidade de concentração e a profundidade da atenção, essenciais para o aprendizado e o pensamento crítico.
Impacto no Desenvolvimento Cerebral Infantil – Spitzer é particularmente crítico ao uso de telas por crianças pequenas. Ele argumenta que o cérebro em desenvolvimento precisa de interações reais, táteis, sociais e de experiências tridimensionais para se desenvolver adequadamente. A exposição excessiva a telas bidimensionais e passivas, segundo ele, interfere nesse processo, prejudicando o desenvolvimento da linguagem, das habilidades motoras e socioemocionais.
Dificuldade no Aprendizado Profundo – O autor sustenta que o aprendizado significativo e a compreensão profunda de conceitos exigem esforço cognitivo, repetição e tempo. A facilidade e a superficialidade do acesso à informação digital podem criar uma ilusão de conhecimento, mas sem a formação de conexões neurais robustas que sustentam o verdadeiro saber.
Riscos à Saúde Mental e Social – Além dos aspectos cognitivos, Spitzer aborda como o uso excessivo de tecnologia pode levar a problemas como isolamento social, diminuição da empatia (devido à redução de interações face a face), transtornos do sono, ansiedade e depressão.
O que devemos fazer para corrigir esse processo altamente prejudicial a humanidade, que hoje mais parece robôs do seres humanos.


