Estrela Cadente

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O céu estava limpo, a cor era azul intenso, não havia uma estrela para ser contada. Jorge estava exausto, dirigindo há mais de cinco horas sem parar.
Tinha que cumprir o prazo para entregar uma carga importante com toras de madeira, só havia feito uma parada, tomado um café bem forte.
Ele era motorista experiente, trabalhava naquela empresa há mais de cinco anos.
Foi que, de repente, surgiu um cachorro na pista, Jorge não pensou duas vezes e desviou, fato que fez a carga de madeiras fazer o caminhão virar.
Para sorte de Jorge, não havia nenhum veículo naquele horário e ele estava usando o cinto, evitando assim uma tragédia.
Quando retomou a consciência, viu que o caminhão tinha tombado e que estava se sentindo todo dolorido, e uma de suas pernas havia fraturado.
Com muita dificuldade, saiu do caminhão se arrastando e deitou na beira do asfalto. Aquela estrada era erma, não aparecia ninguém.
Com o impacto, o seu celular se espatifou e não funcionou. Para seu alento, só o cachorro veio ver como ele estava e ficar ao seu lado naquela noite.
Foi quando no céu caiu uma estrela cadente. Tomado de dor, mas feliz de estar vivo, lembrou que sua avó Cristina dizia: “Vê isso, filho, olha a estrela caindo, faz um pedido!”
E, sem uma palavra, pensou: “Deus, me manda socorro. Não aguento mais de dor!”
Minutos depois, um outro caminhão surge e horas mais tarde ele está no hospital fazendo atendimento naquela emergência.
Um mês se passou desde o acidente de Jorge com a perna engessada, sentado em casa, a esposa Luíza cuidando dele.
Vem a Estrela Cadente e lambe seu rosto! Ela era uma linda cachorrinha, esperta, geniosa e muito ativa!
Jorge demorou para voltar a trabalhar, ainda com receio do que aconteceu, mas não arrependido de ter optado por desviar o caminhão e salvar assim a cachorra, que ficou como sua melhor amiga. A primeira a lhe dar boas-vindas, quando chegava em casa!

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