{"id":10015,"date":"2019-04-29T17:24:51","date_gmt":"2019-04-29T17:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/cacapavaonline.net\/portal\/?p=10015"},"modified":"2019-04-29T17:24:51","modified_gmt":"2019-04-29T17:24:51","slug":"professora-do-curso-de-letras-da-urcamp-fara-oficina-durante-a-29a-feira-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/index.php\/2019\/04\/professora-do-curso-de-letras-da-urcamp-fara-oficina-durante-a-29a-feira-do-livro\/","title":{"rendered":"Professora do curso de Letras da Urcamp far\u00e1 oficina durante a 29\u00aa Feira do Livro"},"content":{"rendered":"<div class=\"cacap-conteudo\" style=\"float: right;clear: both;\" id=\"cacap-2764956767\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/netmax_internet\/\" aria-label=\"240821-Netmax\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg 1080w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-300x150.jpg 300w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-1024x513.jpg 1024w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-768x385.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" width=\"800\" height=\"541\"   \/><\/a><\/div><br style=\"clear: both; display: block; float: none;\"\/><p>A professora Elaine dos Santos, docente do curso de Letras, da Urcamp, que atuou em Ca\u00e7apava, \u00e9 a escritora homenageada do dia 23 de maio, na 29\u00aa Feira do Livro. As atividades com ela iniciam a tarde, com a oficina &#8220;O professor detentor do conhecimento, \u00e9 o protagonista em sala de aula&#8221;. O encontro ser\u00e1 no IEE Dinarte Ribeiro, das 16 \u00e0s 18 horas.<br \/>\nNo texto que segue, Elaine faz uma reflex\u00e3o sobre a doc\u00eancia: forma\u00e7\u00e3o, processo educacional e a tarefa de sensibilizar o aluno e lev\u00e1-lo a entender que o conhecimento representa autonomia para gerenciar os sonhos.<br \/>\nSomos professores (as)!<br \/>\nQuando escolhemos a doc\u00eancia, o exerc\u00edcio di\u00e1rio de entrar em uma sala de aula e partilhar conhecimentos, escolhemos &#8220;professar&#8221;: reconhecer publicamente, confessar, declarar as ideias\/os aprendizados que forjamos durante anos de leitura e estudo que se associam \u00e0 pr\u00e1tica, ao cotidiano de quem, ano ap\u00f3s ano, lida com crian\u00e7as, com adolescentes, com sonhos e com esperan\u00e7as.<br \/>\nN\u00e3o ca\u00edmos de paraquedas em uma escola, o exerc\u00edcio da nossa atividade profissional \u00e9 resultado de quatro ou cinco anos de frequ\u00eancia a um curso de gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea das licenciaturas, fomos, portanto, preparados, instrumentalizados para atuarmos como professores. Estudamos Arist\u00f3teles, Rousseau, Montessori, Piaget, in\u00fameros te\u00f3ricos que, muito antes de n\u00f3s, voltaram-se para o processo de ensino e aprendizagem e procuraram, ademais, entender como os seres humanos aprendem, por que aprendem, desenvolvendo m\u00e9todos variados para propiciar mais conhecimento aos mais jovens, de forma s\u00f3lida, que lhes garanta autonomia e protagonismo em suas exist\u00eancias. Lemos e lemos muito sobre Psicologia do desenvolvimento, para entender o pensamento daquelas crian\u00e7as e adolescentes que nos s\u00e3o legados, em sua maioria, fonte de grandes esperan\u00e7as dos seus familiares. Discutimos ideias sobre Psicologia da educa\u00e7\u00e3o, formas de abordagem do conhecimento (metodologia e did\u00e1tica), questionamos e aprendemos sobre Filosofia da educa\u00e7\u00e3o, conhecemos, enfim, os meandros que movem o processo educacional e os seres humanos intimamente &#8220;afetados&#8221; por tudo isso.<br \/>\nPautados pela \u00e9tica, pelos valores morais que nos s\u00e3o inerentes e pelo cabedal te\u00f3rico que aprendemos, entramos na sala de aula. Antes, por\u00e9m, d\u00e1-se o contato com seres humanos, dotados de medo, de d\u00favida, de ang\u00fastias, de sonhos, de cren\u00e7as e, entre eles, nos movemos cientes que a nossa a\u00e7\u00e3o pode (e vai) interferir em suas exist\u00eancias. Temos, diante de n\u00f3s, filhos, netos, sobrinhos, afilhados de pessoas que, fora da escola, est\u00e3o trabalhando, esfor\u00e7ando-se para que aquelas crian\u00e7as e adolescentes possam almejar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, de vida. Temos ci\u00eancia que, na maioria dos casos, existe um esfor\u00e7o e uma esperan\u00e7a que motivam pais, av\u00f3s, tios, padrinhos a encaminharem os pequenos para escola, ainda que, oficialmente, a motiva\u00e7\u00e3o seja do ponto de vista legal.<br \/>\nPreparamos aula, planejamos. Para al\u00e9m do conte\u00fado a ensinar, engendramos formas de atrair, encantar, sensibilizar o aluno para que conhe\u00e7a, para que saiba mais. N\u00e3o explicitamos as ideias subjacentes ao ensino de Matem\u00e1tica, por exemplo, e a import\u00e2ncia de desenvolver a logicidade; n\u00e3o explicamos que exercitar arte nas aulas de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica serve para ampliar\/qualificar a sensibilidade que deveria ser pr\u00f3pria do ser humano. Sabemos que, no conjunto, as crian\u00e7as e os adolescentes modificar-se-\u00e3o; as suas habilidades ser\u00e3o ampliadas; a compreens\u00e3o ing\u00eanua do mundo, muito provavelmente, ser\u00e1 substitu\u00edda por uma vis\u00e3o mais objetiva dos fatos, porque haver\u00e1 conhecimento &#8211; e n\u00e3o apenas preconceito &#8211; envolvido na formula\u00e7\u00e3o de ideias.<br \/>\nN\u00e3o somos maus, n\u00e3o somos tendenciosos, n\u00e3o somos doutrinadores &#8211; h\u00e1 a fam\u00edlia, a igreja, a televis\u00e3o que podem (e fazem) esse papel. Somos apenas e t\u00e3o somente profissionais que procuram, sempre que poss\u00edvel, cumprir as suas obriga\u00e7\u00f5es da melhor forma poss\u00edvel. N\u00e3o somos anjos nem dem\u00f4nios, sabemos que erramos e acertamos, sabemos que h\u00e1 uma busca constante por nos corrigir, nos qualificar. E, assim, professamos a esperan\u00e7a que a sociedade nos reconhe\u00e7a como os elementos formadores de cidad\u00e3os, de pessoas conscientes, respons\u00e1veis. N\u00e3o nos olvidamos, por\u00e9m, que a legisla\u00e7\u00e3o pertinente lembra que a fam\u00edlia e a sociedade s\u00e3o correspons\u00e1veis no processo educacional. Por vezes, parece que nos atribuem o compromisso \u00fanico e solit\u00e1rio pelo processo e, ademais, o \u00f4nus das eventuais falhas que venham a ocorrer &#8211; alguns esquecem que tamb\u00e9m trabalhamos para sobreviver em condi\u00e7\u00f5es de dignidade, que temos fam\u00edlia, amores e dissabores. A tarefa seria f\u00e1cil se, \u00e0s vezes, a fam\u00edlia fosse presen\u00e7a efetiva (em a\u00e7\u00f5es, na consolida\u00e7\u00e3o de valores morais, por exemplo) e a sociedade, ao inv\u00e9s de nossa algoz, fosse parceira, ensinasse que o conhecimento liberta, empodera, qualifica cidad\u00e3os aptos a melhorarem essa mesma sociedade.<\/p>\n<p>Professora Doutora Elaine dos Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A professora Elaine dos Santos, docente do curso de Letras, da Urcamp, que atuou em Ca\u00e7apava, \u00e9 a escritora homenageada do dia 23 de maio, na 29\u00aa Feira do Livro. As atividades com ela iniciam a tarde, com a oficina &#8220;O professor detentor do conhecimento, \u00e9 o protagonista em sala de aula&#8221;. 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