{"id":35698,"date":"2024-12-09T10:32:23","date_gmt":"2024-12-09T13:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/?p=35698"},"modified":"2024-12-09T10:32:27","modified_gmt":"2024-12-09T13:32:27","slug":"a-boneca-de-pano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/index.php\/2024\/12\/a-boneca-de-pano\/","title":{"rendered":"A Boneca de Pano"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"cacap-conteudo\" style=\"float: right;clear: both;\" id=\"cacap-4240552803\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/netmax_internet\/\" aria-label=\"240821-Netmax\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg 1080w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-300x150.jpg 300w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-1024x513.jpg 1024w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-768x385.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" width=\"800\" height=\"541\"   \/><\/a><\/div><br style=\"clear: both; display: block; float: none;\"\/><p>Helo\u00edsa, uma menina de oito anos, lembra bem como ela veio parar em suas m\u00e3os: sapatos vermelhos de veludo, atados com uma delicada fita de cetim da mesma cor. No corpo, um vestido estampado florido, parecendo margaridas, olhos arregalados verdes, uma boca cor de rosa, bochechas coradas e os cabelos, duas tran\u00e7as na cor castanho, assim era seu mimo: Filomena. Uma boneca de pano que foi da sua m\u00e3e, Helena, no seu anivers\u00e1rio de seis anos.<br>Filomena andava arrastada pelas tran\u00e7as dentro de casa pela Helo\u00edsa. Quando sua m\u00e3e a via fazendo isso, pegava correndo a boneca e a colocava em cima da cama da guria com uma enorme bronca:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu j\u00e1 te disse Helo\u00edsa, se tu ficares arrastando a Filomena, vou dar ela para tua prima: a Raquel. Tu sabes que ela \u00e9 louca por ela. E, com certeza, vai ser mais bem cuidada!<br>Helo\u00edsa ria e nem dava bola. Ela e Filomena eram amigas h\u00e1 mais de dois anos, quando sua m\u00e3e lhe confiou sua boneca de pano. E v\u00e1rios papos sa\u00edam naquele quarto entre Filomena e Helo\u00edsa, o que inclu\u00eda ch\u00e1s e caf\u00e9s, almo\u00e7os e jantares. Claro, a boneca s\u00f3 participava na imagina\u00e7\u00e3o da menina. Mas dava gosto de ver as duas juntas. Se deixasse, Helo\u00edsa levava Filomena para tudo quanto lugar que ia.<br>E nisto programaram uma viagem, naquele final de semana. Como de costume, as roupas, os itens de que precisavam para sair e Helo\u00edsa dizia: &#8220;Tem que levar a Filomena!&#8221;<br>Era numa pousada, iria ficar de sexta a segunda pela manh\u00e3, pois a m\u00e3e tinha que trabalhar na escola \u00e0 tarde. O pai, Pedro, somente conseguiu este espa\u00e7o na sua agenda, j\u00e1 que era contador e estava lotado de servi\u00e7o.<br>O final de semana foi agitado, nunca Helo\u00edsa levou a Filomena para tantas brincadeiras, depois ca\u00edam exaustas na cama. Porque at\u00e9 a boneca n\u00e3o estava aguentando o pique daquela guriazinha.<br>Retornaram da viagem segunda, j\u00e1 em casa, e \u00e0 noite, Helo\u00edsa reclama:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; M\u00e3e, viu a Filomena?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Olha filha, pelo que lembro, tu a colocou na tua mala. Vai l\u00e1 e confere?<br>E o desespero come\u00e7ou nada da Filomena em mala alguma. Helena, tentando conformar a filha, disse: &#8220;Deve estar no carro com teu pai, disserto a Filomena quis ir um pouco ao escrit\u00f3rio!&#8221; &#8220;Assim que ele chegar daremos uma busca. Te acalma, ela vai aparecer!&#8221;<br>Chega Pedro, atarefado, e olham no carro e nada da boneca. A guria j\u00e1 come\u00e7a a chorar. A m\u00e3e tenta apaziguar a situa\u00e7\u00e3o e diz: &#8220;Vou ligar para a pousada.&#8221; O gerente diz que n\u00e3o acharam nada no quarto. E a ang\u00fastia cada vez mais aumentava.<br>Diz a guria: &#8220;Vai dormir, filha, de manh\u00e3, pensamos melhor para ver se a Filomena ficou em algum lugar entre a pousada e o retorno de casa.&#8221; No caf\u00e9 da manh\u00e3, Helo\u00edsa estava com os olhos inchados de tanto chorar. O pai, louco para ir ao servi\u00e7o descascar os pepinos que esperava, e a m\u00e3e, sem cabe\u00e7a para fazer nada diante do sumi\u00e7o da boneca.<br>Deixa a guria na escola, toda emburrada, e aquele sentimento de vazio. Fazendo o jantar, lembra: &#8220;Chegamos ao posto, fomos \u00e0 loja tomamos caf\u00e9 e fizemos um lanche, e a Filomena foi junto.&#8221; E acha o n\u00famero do posto na internet e conta toda a hist\u00f3ria para a mo\u00e7a da lancheria. Casualmente, ela responde: &#8220;Pois estamos com uma boneca aqui de pano.&#8221; &#8220;Iria dar a minha guria, se ningu\u00e9m voltasse para pegar.&#8221; E ela responde: &#8220;Gra\u00e7as a Deus, que ela est\u00e1 a\u00ed, vou busc\u00e1-la!&#8221;<br>Duas horas de viagem e recupera finalmente a boneca.<br>&#8220;Na pr\u00f3xima viagem, filha, j\u00e1 sabe: Filomena fica em casa, tamb\u00e9m amo muito nossa boneca!&#8221; Exausta, adormece com a filha abra\u00e7ada com a boneca. Pedro vai ao quarto e sente al\u00edvio com a cena, coloca o cobertor nas tr\u00eas e pensa: &#8220;Esse trio precisa descansar mesmo.&#8221; &#8220;Que viagem foi essa em Filomena?&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helo\u00edsa, uma menina de oito anos, lembra bem como ela veio parar em suas m\u00e3os: sapatos vermelhos de veludo, atados com uma delicada fita de cetim da mesma cor. 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