{"id":37818,"date":"2025-03-17T08:38:43","date_gmt":"2025-03-17T11:38:43","guid":{"rendered":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/?p=37818"},"modified":"2025-03-17T08:38:54","modified_gmt":"2025-03-17T11:38:54","slug":"a-trilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/index.php\/2025\/03\/a-trilha\/","title":{"rendered":"A trilha"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"cacap-conteudo\" style=\"float: right;clear: both;\" id=\"cacap-1687971141\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/netmax_internet\/\" aria-label=\"240821-Netmax\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg 1080w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-300x150.jpg 300w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-1024x513.jpg 1024w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-768x385.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" width=\"800\" height=\"541\"   \/><\/a><\/div><br style=\"clear: both; display: block; float: none;\"\/><p>Alberto sabia percorrer aquela trilha de olhos fechados, j\u00e1 tinha levado muitas pessoas para ficar um tempo observando o entardecer. Dali se tinha uma vista espetacular. Aquele mirante era de tirar o f\u00f4lego. N\u00e3o era t\u00e3o f\u00e1cil chegar l\u00e1, mas tudo que \u00e9 extraordin\u00e1rio geralmente tem um caminho dif\u00edcil.<br>Nesse grupo, que no m\u00e1ximo tinha seis pessoas. Hoje, Sandra, Gustavo, In\u00eas e Jo\u00e3o. Estavam cheios de expectativa pela caminhada em mata fechada, que durou cerca de quarenta minutos. Bom ter na mochila poucas coisas: um repelente, \u00e1gua, uma blusa leve e outra bermuda, algo para comer, umas barras de cereal, um energ\u00e9tico, ma\u00e7\u00e3, banana e alguns sacos de biscoitos salgados, para dar f\u00f4lego extra.<br>O foco era total de chegar ao entardecer, mirar o sol se pondo e ainda dar um mergulho na cachoeira que era bem posicionada.<br>O local tinha setas sinalizando, avisos para que n\u00e3o deixassem lixo espalhado, respeitando assim o meio ambiente, e que n\u00e3o era muito recomendado pernoitar. Os moradores noturnos, ocasionalmente, apareciam umas cobras e alguns lagartos. S\u00f3 os que fossem muito acostumados tinham coragem de enfrentar um acampamento noturno, j\u00e1 que alguns trilheiros j\u00e1 haviam passado apuros.<br>Mas tudo que vale a pena n\u00e3o \u00e9 assim, tem dificuldade, desafio e muita persist\u00eancia no caminho. Todos marinheiros de primeira viagem: Sandra, que trabalhava como atendente de uma loja de celulares, Gustavo, que atuava na \u00e1rea interna de um banco, In\u00eas, que atendia o p\u00fablico em uma lot\u00e9rica, e Jo\u00e3o, que era oficial de justi\u00e7a.<br>O que tinha em comum naquelas vidas era que viviam focados no trabalho e em estresse constante. A caminhada em uma trilha, nem que fosse num final de tarde, e a oportunidade de banho em uma cachoeira, era tudo que queriam para sair de suas vidas atribuladas e cheias de compromissos.<br>Amigos h\u00e1 mais de dez anos, sabiam quase tudo da vida um do outro. Ali, s\u00f3 quem era al\u00e9m de amigos e namorava era Jo\u00e3o e Sandra, Gustavo e In\u00eas, apenas amigos.<br>O caminho estava seguindo o programa feito por Alberto, a turma estava focada em seguir as orienta\u00e7\u00f5es feitas. Numa distra\u00e7\u00e3o, In\u00eas escorregou, foi como se fosse um escorregador, os demais desceram trilha abaixo. E voou mochila e tudo que estavam levando, s\u00f3 pararam quando se meteram num mar de lama. Gra\u00e7as a Deus, todo mundo estava inteiro, que o susto foi grande, tirando uns arranh\u00f5es, corpo dolorido, mas coberto pela lama e folhas das \u00e1rvores secas que se viram no caminho.<br>Para n\u00e3o perder o clima o mais debochado do grupo, Jo\u00e3o convocou os demais:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Olha, gente, dos males o menor, diz que lama \u00e9 bom para pele! Descendo na cachoeira, a gente se limpa.<br>Antes disso, Sandra fez alguns registros do grupo em estado de mis\u00e9ria, s\u00f3 com lama no corpo. Mais um tempo de caminhada, Alberto, agora mais atento que nunca, recomendou o dobro para se cuidarem onde pisavam e n\u00e3o acontecer mais nenhum susto com este grupo.<br>\u00daltima quebrada e o grupo todo j\u00e1 mo\u00eddo do escorrega coletivo, Gustavo j\u00e1 querendo dar meia volta e nisso l\u00e1 est\u00e1 ela: majestosa, em meio \u00e0s luzes do final de tarde, uma piscina ao ar livre, com um mirante que beirava o infinito. A\u00ed todos pararam at\u00e9 de falar, s\u00f3 admirando aquela beleza toda.<br>Alberto, mais que imediatamente, convoca o pessoal do grupo:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Olha, temos uma hora de banho e para tirar fotos, depois anoitece. Bora, pessoal,<br>vamos tirar essa lama do corpo! Bom, passados dias, In\u00eas, com as fotos do grupo, postou na sua rede social, dizendo: &#8220;Era um passeio comum e virou uma aventura daquelas.&#8221; &#8220;Nossa turma da lama ao Para\u00edso.&#8221; &#8221; Eita, aventura que vai ficar para a hist\u00f3ria!&#8221;<br>Os demais s\u00f3 concordaram, pois jamais fizeram algo parecido. Jo\u00e3o, por fim, junta uma foto que o pessoal do grupo n\u00e3o tinha, era uma que continha um dizer de um trilheiro que deixou l\u00e1 numa pedra ao lado da cachoeira:<br>&#8220;S\u00f3 n\u00e3o sabe o que \u00e9 uma aventura, quem nunca se arriscou a buscar por ela.&#8221;<br>E que aventura esse grupo teve!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alberto sabia percorrer aquela trilha de olhos fechados, j\u00e1 tinha levado muitas pessoas para ficar um tempo observando o entardecer. Dali se tinha uma vista espetacular. Aquele mirante era de tirar o f\u00f4lego. 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