{"id":39981,"date":"2025-06-03T09:44:58","date_gmt":"2025-06-03T12:44:58","guid":{"rendered":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/?p=39981"},"modified":"2025-06-03T09:45:04","modified_gmt":"2025-06-03T12:45:04","slug":"cafeteria-expresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/index.php\/2025\/06\/cafeteria-expresso\/","title":{"rendered":"CAFETERIA EXPRESSO"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"cacap-conteudo\" style=\"float: right;clear: both;\" id=\"cacap-1753439165\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/netmax_internet\/\" aria-label=\"240821-Netmax\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg 1080w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-300x150.jpg 300w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-1024x513.jpg 1024w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-768x385.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" width=\"800\" height=\"541\"   \/><\/a><\/div><br style=\"clear: both; display: block; float: none;\"\/><p>Na cidade de Monte Azul, com cerca de 20 mil habitantes, existia uma cafeteria tradicional h\u00e1 mais de 40 anos. O lugar se localizava no centro da cidade, na rua central.  Talvez quem passasse correndo nem reparasse, mas especialmente \u00e0s 7h da manh\u00e3 e a partir das 16h, aquilo fervilhava de gente. Havia filas na rua, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o prestar aten\u00e7\u00e3o, eram jovens ou uns no auge dos seus 70 anos esperando para pegar seu caf\u00e9. Tudo organizado em duas filas para o caf\u00e9 que n\u00e3o tinha mist\u00e9rio: forte ou suave (caf\u00e9 preto) ou com leite, cappuccino e mocaccino, na segunda m\u00e1quina.<br>Os filhos dos antigos donos, falecidos h\u00e1 uns 10 anos, assumiram o neg\u00f3cio, que sofreu algumas adapta\u00e7\u00f5es: copos recicl\u00e1veis t\u00e9rmicos, para n\u00e3o servir nas antigas x\u00edcaras de lou\u00e7a que vinham com o nome escrito da cafeteria. Ent\u00e3o, economizaram na m\u00e3o de obra para lavar as pilhas que eram de x\u00edcaras utilizadas diariamente.<br>E, para quem quisesse um acompanhamento, havia a terceira fila: sonho com doce de leite ou creme, pastel folhado de frango ou de carne. Tudo bem simples, mas \u00fanica aquela experi\u00eancia que aquele lugar proporciona e os clientes eram cativos de segunda a s\u00e1bado.<br>Pouca gente se sentava nas mesas, o costume era pegar seu caf\u00e9, um doce ou salgado e sair tomando e comendo rua afora, j\u00e1 que era como o nome dizia: expresso e r\u00e1pido a ser servido! Al\u00e9m do sabor caracter\u00edstico daquele caf\u00e9, o cheiro que impregnava a quadra quando as m\u00e1quinas mo\u00edam os gr\u00e3os e ia passando os litros na hora.<br>Ter\u00e7a, um dos dias de maior movimento, Mauro, um dos donos, operava uma das m\u00e1quinas de caf\u00e9 que se v\u00ea em apuros, mais de 20 pessoas na fila e o equipamento emperra do nada. A segunda m\u00e1quina s\u00f3 servia caf\u00e9 com leite, cappuccino e mocaccino. Se dissesse que n\u00e3o tinha caf\u00e9 preto, seria um baita preju\u00edzo, \u00e9 o que mais tem sa\u00edda, seja o suave ou o forte. Chama a L\u00facia, sua irm\u00e3 e s\u00f3cia no neg\u00f3cio da fam\u00edlia: &#8211; O que fazemos?<br>Ela responde:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Segure as pontas um pouco que pe\u00e7o para o Jos\u00e9 trazer l\u00e1 do dep\u00f3sito a antiga<br>m\u00e1quina do pai, lembra? Tomara que ainda funcione!<br>Tentando manter a calma, avisou o pessoal da fila:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Um pequeno contratempo hoje, pessoal, acalmem que em seguida saem os caf\u00e9s!<br>J\u00e1 instalada com a presteza de Jos\u00e9, que ainda conferiu e deu boa limpada, encheram-se dos gr\u00e3os, da \u00e1gua, ligaram na tomada e apertaram o bot\u00e3o e nada de passar caf\u00e9.<br>L\u00facia alerta o irm\u00e3o: &#8211; Lembra-se do pai? Quando isso acontecia, ele dava uma batida na m\u00e1quina e ela voltava \u00e0 ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sim, claro! Foi por isso que compramos a outra. Vou tentar!<br>E o equipamento come\u00e7ou a funcionar. Bom, naquela tarde, a velha m\u00e1quina de caf\u00e9 de Seu Jo\u00e3o e Dona V\u00e2nia serviu mais 120 caf\u00e9s expressos.<br>No final, fechando o caixa do dia, L\u00facia e Mauro se olharam sem acreditar que foi a melhor venda daquele m\u00eas. E conversando entre eles, disseram:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Devem ser o pai e a m\u00e3e que nos ajudaram! Porque, quase 10 anos desativada e servindo um caf\u00e9 elogiado por v\u00e1rias pessoas, nem essa nossa m\u00e1quina nova fez tanto sucesso. O que tu achas, Mauro, vamos deix\u00e1-la na ativa?<br>Ele responde:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Claro, L\u00facia! Este caf\u00e9 da m\u00e1quina antiga tem outro sabor. Sabe, me emocionei v\u00e1rias vezes com a m\u00e1quina do pai a toda. E parecia que a m\u00e3e estava ali no caixa, recebendo de todo mundo como nos velhos tempos!<\/p>\n\n\n\n<p>A Cafeteria Expresso segue o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, servindo mais caf\u00e9s que antes, tendo filas e mais filas. Se modernizou, isso os antigos clientes notam, mas o toque antigo era o elemento que trouxe novamente mais sucesso \u00e0 dupla de irm\u00e3os. Diziam: &#8220;Este \u00e9 o nosso amuleto da sorte e o segredo do sucesso do nosso caf\u00e9 expresso: a m\u00e1quina de caf\u00e9 do nosso pai&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na cidade de Monte Azul, com cerca de 20 mil habitantes, existia uma cafeteria tradicional h\u00e1 mais de 40 anos. O lugar se localizava no centro da cidade, na rua central. Talvez quem passasse correndo nem reparasse, mas especialmente \u00e0s 7h da manh\u00e3 e a partir das 16h, aquilo fervilhava de gente. 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