{"id":41365,"date":"2025-07-29T15:28:11","date_gmt":"2025-07-29T18:28:11","guid":{"rendered":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/?p=41365"},"modified":"2025-07-29T15:28:15","modified_gmt":"2025-07-29T18:28:15","slug":"o-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/index.php\/2025\/07\/o-caminho\/","title":{"rendered":"O caminho"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"cacap-conteudo\" style=\"float: right;clear: both;\" id=\"cacap-2652298563\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/netmax_internet\/\" aria-label=\"240821-Netmax\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg 1080w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-300x150.jpg 300w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-1024x513.jpg 1024w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-768x385.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" width=\"800\" height=\"541\"   \/><\/a><\/div><br style=\"clear: both; display: block; float: none;\"\/><p>Havia algo na vida de Paula que n\u00e3o havia conseguido realizar: cumprir uma promessa e aquilo, de certa forma, a incomodava. H\u00e1 um certo tempo, prometeu fazer uma caminhada, nada de cunho realmente religioso, mas que tinha um significado grande interno para ela. Tinha programado, mas coisas inesperadas aconteceram e n\u00e3o p\u00f4de, deixou ent\u00e3o no tempo e tudo se ajeitasse para seguir aquela rota.<br>Seu trabalho era exaustivo, com muitas atividades. Tentava vislumbrar um feriado que fosse com clima favor\u00e1vel e estivesse bem de sa\u00fade para iniciar e terminar sua caminhada. A \u00faltima vez que fizera foi anos antes, isso mexeu com portas internas, quest\u00f5es suas emocionais afloraram naquele curto caminho que era aproximadamente vinte e quatro quil\u00f4metros, estrada de ch\u00e3o batido. Naquela vez, foi acompanhada de seu amigo Rodrigo, que a aconselhou a reduzir a velocidade nos primeiros quil\u00f4metros. Foram conversando. Mas conforme o tempo passava, a estrada se tornava mais distante da chegada. Fazendo assim as pernas fraquejarem.<br>Ali havia uma certa liga\u00e7\u00e3o com o interno, al\u00e9m do que se prop\u00f4s, avalia\u00e7\u00f5es suas de vida, li\u00e7\u00f5es que tivera, coisas que almejava, obst\u00e1culos que havia conseguido passar e outros que ainda precisava de for\u00e7as. E, de certa forma, aquele caminho, com um marco em sua chegada, uma pequena gruta, a fazia ter \u00e2nimo renovado e, no fundo, lhe dava respostas sobre a vida.<br>Nos \u00faltimos quil\u00f4metros, parecia t\u00e3o distante da chegada e a vontade era grande de desistir e n\u00e3o cumprir seu objetivo. Na rota final, n\u00e3o sabia ao certo, mas uma for\u00e7a inimagin\u00e1vel trouxe mais firmeza em seus passos e, conforme se aproximou do ponto de chegada, ficou tomada de uma emo\u00e7\u00e3o, aflorando um choro constante e inexplic\u00e1vel. S\u00f3 cessando diante do local que marcou como seu objetivo. Com algo mais marcante, diante de uma situa\u00e7\u00e3o que entendia como pertinente, prometeu a si mesma que, depois de certas quest\u00f5es suas, voltaria a percorrer aquela mesma caminhada.<br>E nessa fase se encontrava Paula, na \u00e2nsia de fazer pela segunda vez a mesma rota, sabendo o quanto dif\u00edcil foi a primeira, numa forma de entender o tempo passado, as lutas que enfrentou, o prop\u00f3sito desta segunda caminhada e, no fundo, este reencontro consigo mesma.<br>Paula, ainda sem discernir se faria o amigo Rodrigo percorrer novamente com ela o mesmo caminho ou se iria s\u00f3. Mas sua alma necessitava disso, cumprir o que estabeleceu a si, vencer aqueles quil\u00f4metros, renovar sua for\u00e7a, mesmo sabendo o quanto era desgastante aquela caminhada.<br>N\u00e3o, ela havia mudado, coisas se passaram, talvez nem o caminho lhe desse as mesmas respostas e fosse t\u00e3o desafiador ou at\u00e9 tamb\u00e9m lhe trouxesse muito mais desafios que a primeira vez. Tudo seria algo a ser redescoberto nesta segunda empreitada, mas quando seria? Nada estava se ajeitando de fato para isso. Quando o clima estava bom, mais ameno, ela n\u00e3o tinha tempo para nada. Noutra ocasi\u00e3o, era ela que estava resfriada e n\u00e3o conseguia dar muitos passos. Noutro, estava vendendo sa\u00fade, mas o c\u00e9u resolveu n\u00e3o, descendo uma enxurrada.<br>E, a\u00ed, Paula resolveu falar com seu amigo de caminhada, tirar um conselho, j\u00e1 que fazia meses que havia prometido para si que cumpriria seu caminho e que iria de fato resolver isso. Rodrigo a aconselhou: &#8211; Paula, aquele caminho j\u00e1 percorri v\u00e1rias vezes. Pensa assim: Ele sempre estar\u00e1 l\u00e1. Tu tens que saber que s\u00f3 poder\u00e1s percorr\u00ea-lo quando de fato tudo se ajeitar. Sossega, n\u00e3o \u00e9 quando tu quiseres! \u00c9 quando o caminho quiser que tu o percorra novamente.<br>O conselho do amigo foi alentador. Porque n\u00e3o era falta de vontade. Parou de se cobrar quanto \u00e0 promessa, deixou que o caminho se abrisse novamente. E, quando menos esperar, ele ser\u00e1 vencido novamente! Enquanto isso, Paula foi viver sua vida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Havia algo na vida de Paula que n\u00e3o havia conseguido realizar: cumprir uma promessa e aquilo, de certa forma, a incomodava. H\u00e1 um certo tempo, prometeu fazer uma caminhada, nada de cunho realmente religioso, mas que tinha um significado grande interno para ela. 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