{"id":41731,"date":"2025-08-09T15:11:23","date_gmt":"2025-08-09T18:11:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/?p=41731"},"modified":"2025-08-11T15:14:03","modified_gmt":"2025-08-11T18:14:03","slug":"ufsm-ufrgs-e-unipampa-identificam-rochas-ricas-em-elementos-de-terras-raras-em-cacapava-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/index.php\/2025\/08\/ufsm-ufrgs-e-unipampa-identificam-rochas-ricas-em-elementos-de-terras-raras-em-cacapava-do-sul\/","title":{"rendered":"UFSM, UFRGS e Unipampa identificam rochas ricas em elementos de terras raras em Ca\u00e7apava do Sul"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"cacap-conteudo\" style=\"float: right;clear: both;\" id=\"cacap-343421310\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/netmax_internet\/\" aria-label=\"240821-Netmax\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax.jpg 1080w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-300x150.jpg 300w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-1024x513.jpg 1024w, https:\/\/cacapavaonline.net.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/240821-Netmax-768x385.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" width=\"800\" height=\"541\"   \/><\/a><\/div><br style=\"clear: both; display: block; float: none;\"\/><p>Um dos achados da pesquisa \u00e9 a rocha de corbonatito Picada dos Tocos, rica em elementos de terras raras<\/p>\n\n\n\n<p>Confira entrevista com pesquisador do Departamento de Qu\u00edmica sobre o tema que desperta aten\u00e7\u00e3o internacional pela potencialidade econ\u00f4mica<\/p>\n\n\n\n<p>As \u2018terras raras\u2019 ganharam o notici\u00e1rio internacional com a manifesta\u00e7\u00e3o de interesse do governo norte-americano nas reservas do Brasil, da China e da Ucr\u00e2nia e da Groenl\u00e2ndia. O motivo se d\u00e1 pela import\u00e2ncia econ\u00f4mica de subst\u00e2ncias que podem ser usadas em ligas met\u00e1licas para produ\u00e7\u00e3o de chips de celulares, motores el\u00e9tricos, turbinas e\u00f3licas, sat\u00e9lites e m\u00edsseis. Esses materiais n\u00e3o s\u00e3o raros, mas dificilmente s\u00e3o encontrados de forma concentrada em um \u00fanico lugar.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o Brasil ter a segunda maior reserva mundial de terras raras, estimada em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasilmineral.com.br\/noticias\/brasil-e-o-segundo-em-reservas-de-terras-raras-no-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">21 milh\u00f5es de toneladas<\/a>, o equivalente a 23%, o pa\u00eds ainda n\u00e3o produz e nem refina \u2013 a China det\u00e9m 44 milh\u00f5es de toneladas, cerca de 49%, e se destaca como o maior produtor, maior respons\u00e1vel pelo refino e pela fabrica\u00e7\u00e3o de \u00edm\u00e3s, conforme dados da Mineral Commodity Summaries de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas brasileiras est\u00e3o presentes nas cinco regi\u00f5es. No Sul, a regi\u00e3o de Ca\u00e7apava do Sul se destaca pela alta concentra\u00e7\u00e3o de terras raras em rochas de carbonatito. Essa \u00e9 uma das descobertas de pesquisa, liderada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Qu\u00edmica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e realizada em conjunto com o Departamento de Geoci\u00eancias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e curso de Geologia da Universidade do Pampa (Unipampa \u2013 Campus Ca\u00e7apava). O estudo \u00e9 financiado pelo edital Mineral Estrat\u00e9gicos do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) e seguir\u00e1 at\u00e9 dezembro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Para discutir o tema, a Ag\u00eancia de Not\u00edcias conversou com o qu\u00edmico Lucas Mironuk Frescura, do Laborat\u00f3rio de Pesquisas Qu\u00edmicas e Farmac\u00eauticas da UFSM. Lucas \u00e9 doutor em Ci\u00eancias com \u00eanfase em Qu\u00edmica pela UFSM e direciona seus estudos aos elementos de terras raras no Centro do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 Voc\u00ea considera a express\u00e3o \u2018terra rara\u2019 imprecisa, j\u00e1 que alguns dos elementos s\u00e3o abundantes na crosta terrestre?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA<\/strong>&nbsp;\u2013 Sim, o termo \u2018terras raras\u2019 sugere que esses elementos sejam escassos, quando na verdade s\u00e3o relativamente abundantes na crosta terrestre. A origem do nome vem dos s\u00e9culos XVIII e XIX, quando os cientistas come\u00e7aram a isolar esses elementos na forma de \u00f3xidos, subst\u00e2ncias que, naquela \u00e9poca, eram chamadas genericamente de \u2018terras\u2019, como nos casos das \u2018terras alcalinas\u2019 ou dos \u2018metais alcalino-terrosos\u2019. J\u00e1 o adjetivo \u2018raras\u2019 surgiu porque, no in\u00edcio, esses elementos foram descobertos em poucos minerais, localizados em \u00e1reas espec\u00edficas, com primeiros relatos em dep\u00f3sitos pr\u00f3ximos a Ytterby, na Su\u00e9cia. Al\u00e9m disso, a separa\u00e7\u00e3o entre eles era e ainda \u00e9 dif\u00edcil devido \u00e0s suas propriedades qu\u00edmicas muito semelhantes. Com o passar do tempo, essa raridade ficou apenas no nome. Muitos elementos como c\u00e9rio, lant\u00e2nio e neod\u00edmio s\u00e3o mais abundantes que metais conhecidos, como o cobalto, o n\u00edquel ou o chumbo. At\u00e9 mesmo os elementos terras raras menos abundantes, como t\u00falio e lut\u00e9cio, s\u00e3o encontrados em maior quantidade na crosta terrestre do que a prata ou os metais do grupo da platina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 Por que os chamados elementos de terras raras (ETRs) s\u00e3o dif\u00edceis de serem encontrados de forma concentrada?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA<\/strong>&nbsp;\u2013 Embora os elementos de terras raras sejam relativamente abundantes na crosta terrestre, dificilmente eles s\u00e3o encontrados de forma concentrada em um \u00fanico local. Isso ocorre porque eles apresentam propriedades qu\u00edmicas muito semelhantes entre si, o que faz com que se distribuam de maneira dispersa em diversos minerais, em vez de se acumularem isoladamente. Al\u00e9m disso, s\u00e3o elementos considerados incompat\u00edveis durante a forma\u00e7\u00e3o de rochas, ou seja, tendem a se concentrar apenas nos est\u00e1gios finais da cristaliza\u00e7\u00e3o magm\u00e1tica, em ambientes geol\u00f3gicos menos comuns, como os carbonatitos (objetos do nosso projeto). Como resultado, poucos dep\u00f3sitos naturais apresentam concentra\u00e7\u00f5es suficientemente altas para viabilizar a extra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica desses metais, o que torna sua produ\u00e7\u00e3o um desafio t\u00e9cnico e estrat\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 O que falta para o Brasil produzir e refinar ETR?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA<\/strong>&nbsp;\u2013 Apesar do Brasil possuir a segunda maior reserva de terras raras, perdendo apenas para a China, o pa\u00eds ainda enfrenta obst\u00e1culos para transformar esse potencial em produ\u00e7\u00e3o e refino em escala industrial. O principal desafio est\u00e1 na&nbsp;falta de uma cadeia integrada, que inclui desde a minera\u00e7\u00e3o e o beneficiamento at\u00e9 o refino qu\u00edmico e a separa\u00e7\u00e3o individual dos elementos, etapas que exigem tecnologia avan\u00e7ada, investimentos robustos e dom\u00ednio&nbsp;de processos complexos<strong>.&nbsp;<\/strong>\u00c9 por esse motivo que n\u00e3o seria incorreta a express\u00e3o \u2018terras caras\u2019 para esses elementos.&nbsp;Al\u00e9m disso, h\u00e1&nbsp;entraves regulat\u00f3rios, ambientais e log\u00edsticos<strong>,&nbsp;<\/strong>al\u00e9m da&nbsp;aus\u00eancia de pol\u00edticas industriais de longo prazo que incentivem a verticaliza\u00e7\u00e3o e agrega\u00e7\u00e3o de valor no territ\u00f3rio nacional. Hoje, o Brasil exporta parte desses minerais em estado bruto ou parcialmente beneficiado, mas ainda depende de pa\u00edses como a China para as etapas finais de purifica\u00e7\u00e3o. Apesar disso, desde 2010 esses elementos ganharam destaque no governo brasileiro. Aqui na UFSM, estamos no segundo projeto envolvendo os elementos terras raras, resultado desse maior interesse. O primeiro foi aprovado em 2013 e, assim como o atual, tamb\u00e9m foi coordenado pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2025\/08\/Area-de-estudo-1024x576.jpeg\" alt=\"Foto colorida horizontal de grupo de pessoas em um terreno com pedrinhas no ch\u00e3o e vegeta\u00e7\u00e3o no entorno\" class=\"wp-image-70069\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c1rea de estudo dos pesquisadores da UFSM, UFRGS e Unipampa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/2025\/08\/Atividade-de-campo-para-coleta-de-amostras-1024x575.jpeg\" alt=\"Foto colorida horizontal de um campo verde, uma plan\u00edcie. No centro, em miniatura um grupo de pessoas com roupas de proten\u00e7\u00e3o contra chuva\" class=\"wp-image-70070\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grupo faz atividades de campo na regi\u00e3o de Ca\u00e7apava do Sul<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 Qual a import\u00e2ncia da regi\u00e3o de Ca\u00e7apava do Sul para o estudo dos ETR?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA \u2013&nbsp;<\/strong>A regi\u00e3o de Ca\u00e7apava do Sul, no Rio Grande do Sul, \u00e9 um local de ocorr\u00eancia de minerais estrat\u00e9gicos e cr\u00edticos para o Brasil, pois apresenta ocorr\u00eancias de rochas com elevados teores de Elementos Terras Raras, Ni\u00f3bio e T\u00e2ntalo, entre outros elementos de interesse. A concentra\u00e7\u00e3o desses elementos ocorreu devido aos processos geol\u00f3gicos que ocorreram na regi\u00e3o, em especial devido \u00e0 presen\u00e7a de rochas denominadas carbonatitos, uma das muitas rochas formadas na evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica do Escudo Sul-riograndense. Essa rocha, rara em termos de ocorr\u00eancia no mundo, \u00e9 a principal portadora desses elementos estrat\u00e9gicos e cr\u00edticos que podem trazer o desenvolvimento para a ind\u00fastria brasileira de alta tecnologia, como por exemplo, para a produ\u00e7\u00e3o de \u00edm\u00e3s de neod\u00edmio para motores el\u00e9tricos de carros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 Que evid\u00eancias j\u00e1 se tem das ETR na regi\u00e3o de Ca\u00e7apava do Sul? Foram encontrados minerais que cont\u00e9m ETR l\u00e1? Pode citar alguns?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA \u2013&nbsp;<\/strong>Os carbonatitos s\u00e3o rochas \u00edgneas que ocorrem em menos de 1% da superf\u00edcie terrestre, com predomin\u00e2ncia de minerais carbon\u00e1ticos. Em Ca\u00e7apava do Sul, estudos t\u00eam identificado a presen\u00e7a de corpos carbonat\u00edticos, como o Passo Feio e Picadas dos Tocos. Esses carbonatitos s\u00e3o compostos primariamente por calcita e\/ou dolomita e cont\u00eam uma variedade de minerais acess\u00f3rios que atuam como importantes portadores de ETRs, Ni\u00f3bio e T\u00e2ntalo. Entre eles, destacam-se a apatita, minerais do grupo do pirocloro e, minerais de ETRs como monazita-(Ce) e aeschynita-(Ce). A ocorr\u00eancia desses minerais, por vezes em concentra\u00e7\u00f5es significativas, aponta para o potencial econ\u00f4mico da regi\u00e3o, dado o papel vital desses elementos no uso em tecnologias modernas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS&nbsp; \u2013 Qual objetivo principal do projeto da UFSM com a UFRGS e a Unipampa?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA \u2013&nbsp;<\/strong>Este projeto possui car\u00e1ter interinstitucional e multidisciplinar, reunindo pesquisadores das \u00e1reas de Geologia, Qu\u00edmica e Biologia das universidades UFSM, UFRGS e Unipampa \u2013 Campus Ca\u00e7apava do Sul. O principal objetivo \u00e9 identificar \u00e1reas com potencial enriquecimento geol\u00f3gico de elementos terras raras (ETRs) e avaliar o ambiente como um todo, considerando diferentes matrizes ambientais. A UFSM \u00e9 respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o do projeto, realizada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Qu\u00edmica, com aux\u00edlio do pesquisador Lucas Mironuk Frescura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 Qual o papel de cada institui\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA \u2013&nbsp;<\/strong>A UFSM realiza a coleta e a an\u00e1lise de amostras de solo, vegeta\u00e7\u00e3o nativa e \u00e1guas superficiais, com o intuito de determinar a presen\u00e7a e o comportamento geoqu\u00edmico dos ETRs nessas matrizes. Atualmente, a equipe da UFSM conta com tr\u00eas bolsistas de desenvolvimento tecnol\u00f3gico e um bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (CNPq).<\/p>\n\n\n\n<p>A UFRGS, por meio de seu Departamento de Geoci\u00eancias, contribui com a identifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o das rochas carbon\u00e1ticas, com participa\u00e7\u00e3o direta do professor Ednei Koester e do ge\u00f3logo Daniel Triboli Vieira, al\u00e9m de outros docentes colaboradores. As atividades da UFRGS incluem o preparo e an\u00e1lise de amostras de rochas, identifica\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica, quantifica\u00e7\u00e3o de terras raras e a realiza\u00e7\u00e3o de estudos isot\u00f3picos e data\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas. A equipe conta com um bolsista de desenvolvimento tecnol\u00f3gico e quatro bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Unipampa, devido \u00e0 atua\u00e7\u00e3o regional por meio do curso de Geologia, contribui na identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas e minerais de interesse e tamb\u00e9m participa na caracteriza\u00e7\u00e3o da fauna local para fins de coleta e an\u00e1lise ambiental. Atualmente, a Unipampa conta com dois bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dedicados ao projeto, que s\u00e3o orientados pelas professoras Luciana Arnt Abichequer e Caroline Wagner.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que, embora as fun\u00e7\u00f5es estejam organizadas por institui\u00e7\u00e3o, o projeto se desenvolve de forma colaborativa, com integra\u00e7\u00e3o constante entre os pesquisadores nas diferentes etapas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AG\u00caNCIA DE NOT\u00cdCIAS \u2013 At\u00e9 agora qual seria o principal resultado da pesquisa sobre terras raras na regi\u00e3o de Ca\u00e7apava do Sul?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LUCAS MIRONUK FRESCURA \u2013&nbsp;<\/strong>Atualmente j\u00e1 determinamos a concentra\u00e7\u00e3o desses elementos em amostras de rocha, solo e vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a carqueja, e j\u00e1 temos resultados que mostram uma importante concentra\u00e7\u00e3o de elementos terras raras nas rochas de carbonatitos, e concentra\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel nas amostras de solo, com valores de concentra\u00e7\u00e3o 9 vezes maiores que outras regi\u00f5es do Brasil, 12 vezes maior que solos de Cuba e 6 vezes maior que solos da China.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Texto<\/strong>: Maur\u00edcio Dias<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fotos<\/strong>: Laborat\u00f3rio de Pesquisas Qu\u00edmicas e&nbsp;<\/em><em>Farmac\u00eauticas<\/em><em>&nbsp;\/Divulga\u00e7\u00e3o\/UFSM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos achados da pesquisa \u00e9 a rocha de corbonatito Picada dos Tocos, rica em elementos de terras raras Confira entrevista com pesquisador do Departamento de Qu\u00edmica sobre o tema que desperta aten\u00e7\u00e3o internacional pela potencialidade econ\u00f4mica As \u2018terras raras\u2019 ganharam o notici\u00e1rio internacional com a manifesta\u00e7\u00e3o de interesse do governo norte-americano nas reservas do 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