O Rio Grande do Sul vive um momento decisivo. Em meio a desafios fiscais, perda de competitividade e fuga de investimentos, surge uma oportunidade concreta de mudança: o projeto da CMPC. Trata-se de um dos maiores investimentos privados da história do estado — e, ainda assim, segue travado por entraves que ignoram o impacto direto sobre quem mais precisa de oportunidades.
Não estamos falando apenas de cifras bilionárias ou de estatísticas macroeconômicas. Estamos falando de emprego real, renda na ponta e dignidade para milhares de famílias gaúchas, especialmente nas regiões mais carentes. Cada dia de atraso significa menos vagas abertas, menos pequenos negócios prosperando e menos esperança para quem hoje depende de um mercado de trabalho estagnado.
O Rio Grande do Sul não pode se dar ao luxo de rejeitar ou postergar investimentos dessa magnitude. Em um estado onde o setor público já está estrangulado, é o investimento privado que pode puxar a retomada. E não há política social mais eficiente do que o emprego. Nenhum programa assistencial substitui a autonomia de quem pode sustentar sua família com o próprio trabalho.
É preciso dizer com clareza: criar obstáculos desproporcionais, alongar indefinidamente processos e judicializar decisões técnicas não protege o meio ambiente nem a sociedade — apenas perpetua a pobreza. O desenvolvimento sustentável não é inimigo do progresso; ao contrário, ele exige equilíbrio e responsabilidade, mas também agilidade e bom senso.
Quem sofre com a insegurança jurídica e a burocracia excessiva não é o investidor estrangeiro — que pode escolher outro destino —, mas sim o gaúcho que fica. É o jovem que não encontra seu primeiro emprego, o pai de família que vê a renda encolher, a pequena cidade que perde dinamismo econômico.
Destravar o investimento da CMPC é mais do que uma decisão econômica. É uma escolha moral. É optar por um estado que cresce, que gera oportunidades e que não condena os mais pobres à estagnação. É por isso que eu e o Deputado Marcel van Hattem fomos contestar a suspensão do licenciamento no Conselho Nacional do Ministério Público. O Rio Grande precisa voltar a dizer “sim” ao futuro — e isso começa por parar de dizer “não” a quem quer investir, produzir e gerar prosperidade.
Felipe Camozzato
Deputado estadual (NOVO)


