Renata Miranda - Adm. da Universidade Federal do Pampa Psicanalista em Formação, Practitioner em PNL, Master Coach, Escritora e Palestrante

Vida & Carreira – Renata Miranda

Colunistas

Por mais que a mulher tente sentir-se plenamente feliz e realizada com sua vida, sempre haverá uma espécie de vazio existencial com uma insatisfação rondando seu inconsciente e até mesmo seu consciente. Podemos atribuir essa insatisfação por exercer uma infinidade de papéis, ter sentimentos controversos e buscar incansavelmente a felicidade.
Podemos dizer que sofremos de uma insatisfação crônica que de certa forma pode contribuir muito com a nossa evolução, pois gera uma força motriz que nos impulsiona em direção a nossos objetivos. Ao atingirmos o que desejamos, queremos o próximo nível. Sempre parece que algo nos falta. Mesmo que a gratidão faça parte da nossa vida por tudo que temos, almejamos conquistar ainda mais no decorrer de nossas vidas.
A autoimagem real, que é como eu sou entra em cena com a autoimagem ideal, que é como eu gostaria de ser. Para completar o quadro existe aquele “si mesmo” que é como eu deveria ser conforme as expectativas que o ambiente me proporciona, ou seja, o que as pessoas esperam de mim dentro do ambiente em que estou inserida. Esse cruzamento pode causar frustração, decepção, insatisfação, vergonha, humilhação, sentimentos de culpa, medo, dor. A tomada de consciência de pontos de divergência entre quem eu sou e quem gostaria de ser gera estresse e dependendo do ambiente e da carga genética que temos, surgem problemas psicológicos e sociais, como transtornos alimentares, depressão, dependência química, fobias e até suicídio.
O ser humano é extremamente complexo e quando falamos de complexidade, vai muito além de perfil comportamental. Quando envolve sentimentos projetamos no outro a necessidade de encontrar a nós mesmos. Algo que está adormecido dentro de nós, no inconsciente.
Analisar a forma como lidamos com tudo isso nos permite compreender melhor como nossa cultura e crenças modelam a cognição humana alterando a nossa percepção, emoção, sexualidade, motivação e saúde mental.
E se segundo Freud o sentido de todos os sonhos é a realização de um desejo, que estejamos alinhadas com o que é de fato importante para nós, capazes de satisfazer nossos desejos respeitando quem somos de verdade.

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